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Qualidades e Estilos da Liderança

Numa pesquisa com 2.600 altos executivos, planejada para identificar as características da liderança de alto nível, as dez mais encontradas foram:

 

honestidade, competência, visão de futuro, inspiração, inteligência, justiça, abertura, franqueza, imaginação, confiabilidade[1]. Preste atenção às três primeiras:

Honestidade

Competência

Visão de futuro

 

Os líderes de alto nível têm credibilidade. São homens e mulheres de integridade. Suas vidas são governadas por padrões éticos, com relação aos quais eles vivem de maneira coerente. Essas pessoas são dignas de confiança. Possuem habilidades técnicas e relacionais especiais. São capazes de fazer as coisas acontecerem. Transformam os seus potenciais em realidade. E conseguem visualizar o futuro. São pessoas visionárias. Sonhadoras. Percebem que as idéias têm conseqüências e que a visão precede a criação. Que as idéias são as sementes da mudança. Evidentemente, os líderes cristãos, conduzem o seu povo em direção a metas dadas por Deus – e isso é garantia de um verdadeiro sucesso.

À lista acima, eu acrescentaria a coragem de assumir riscos e a perseverança.

Em geral, as pessoas estão satisfeitas com a sobrevivência e o status. O povo de Deus preferia voltar à escravidão no Egito que assumir riscos no deserto com Moisés durante o Êxodo. Entretanto, por definição, o líder está numa jornada para um novo destino, quer explorar o que ainda não foi mapeado, conquistar um país desconhecido. Para descobrir novas terras, é preciso deixar a segurança do próprio porto. Um líder precisa assumir riscos. Colombo os assumiu. E os exploradores do espaço também. Eles não desistiram, mesmo que fossem necessárias várias gerações para realizar a sua visão. Abraão mostra essa natureza em sua jornada para Canaã. Ele tinha uma visão de uma cidade cujo construtor e arquiteto era Deus (Hb 11:10). Ele morreu com pouco mais que o terreno de uma cova para o enterro de sua esposa Sara. No entanto, Josué e o povo de Deus acabaram ocupando a Terra Prometida.

 

ESTILOS DE LIDERANÇA

Tem havido um novo foco sobre a liderança em anos recentes. O pensamento em curto prazo não mais é adequado. Uma visão de longo prazo é necessária. Começamos este capítulo em termos de estilos de liderança.

 

Com respeito à concentração de poder

Rensis Liekert entende que existem três tipos de liderança. A observação comprovará que os estilos de liderança das pessoas refletem a classificação. Tais estilos estão presentes e, muitas vezes, a prática depende do tamanho e da cultura da organização ou do treinamento do próprio líder.

Liderança autocrática. O líder dá ordens e espera a obediência, é dogmático e positivo, e lidera através da habilidade de reter ou oferecer recompensas e punições.

Liderança democrática. O líder consulta os subordinados a respeito de ações e decisões propostas, além de encorajar a participação deles. Essa postura pode variar desde decisões em grupo ou participativas até a realização de consultas antes das decisões.

Liderança liberal. O líder utiliza muito pouco o seu poder, se é que utiliza, dando aos subordinados um alto grau de independência em suas operações[2].

Liderança situacional. O estilo de liderar depende de uma série de fatores ou do estágio de desenvolvimento da organização.

 

Com respeito à tomada de decisões

E-1. Alta direção. O líder diz às pessoas o quê, quando, porque e como proceder, e então as observa de perto. O estilo é apropriado quando os trabalhadores são novos ou inexperientes. É útil quando as pessoas estão com problemas para começar, ou quando precisam que alguém estruture o seu trabalho. O perigo é cruzar a linha que separa a direção da dominação.

E-2. Alta direção com alto apoio. O líder solicita às pessoas as suas idéias e toma a decisão. Ele pode compartilhar problemas ou ouvir aos outros, mas estabelece um curso decisivo de ações. Esse é um bom estilo para a resolução de problemas, mas existe o perigo de que o líder fique envolvido demais nas coisas.

E-3. Alto apoio. Quando utilizado corretamente, pode ajudar a desenvolver as pessoas. O líder faz perguntas que guiam os subordinados para tomadas efetivas de decisão. Ele compartilha informações ou opiniões, mas pressiona a equipe a tomar decisões rapidamente. A idéia é ajudar a desenvolver os membros da equipe.

E-4. Baixa direção e baixo apoio. Quando você confia nas pessoas e/ou elas sabem muito mais que você a respeito dos problemas, você pode sair do caminho e deixar o seu pessoal tomar suas próprias decisões. Na melhor das hipóteses, esse estilo trata de delegação. Na pior, de abdicação.

 

Com respeito à orientação

Os Drs. Blake e Mouton introduziram um Grid Gerencial nos anos 1960. Ele se apresenta numa grade de 81 espaços. O eixo Y se refere às pessoas e o X, à produção.

1.9. O clube do pastor. A preocupação está com as pessoas, e é mínima para a produção.

1.1. O estilo desinteressado. Não existe nenhuma produtividade, e nenhum relacionamento profundo entre as pessoas.

9.1. O estilo paternalista. Há uma preocupação máxima pela produção e mínima pelas pessoas.

5.5. O estilo pêndulo. O líder se preocupa tanto com as pessoas quanto com a produção, mas se encontra oscilando para um lado e para o outro, dependendo de qual demande mais concentração num momento específico.

9.9. A liderança gerencial. A produção e as pessoas estão integradas. É a abordagem de equipes. Orienta-se aos objetivos. A expectativa é otimizar a produção sem sacrificar os relacionamentos[3].

 

Com respeito ao estilo de comunicação

O Dr. Duane Elmer apresenta cinco estilos, similares ao Grid Gerencial.

  1. A pessoa de ação. Uma forte orientação aos resultados.
  2. A pessoa do processo. Preocupação com a análise, dados, cronograma e com o ajuste fino das condições existentes.
  3. A pessoa de idéias. Predominância das teorias, idéias abstratas e visão.
  4. A pessoa que influencia pessoas. Sua força está na empatia, preocupação e relacionamentos com as pessoas.
  5. A combinação de estilos. Força em todos os quatro estilos.

 

Algumas observações são necessárias: (1) Uma pessoa pode demonstrar um estilo dominante, mas as situações podem compeli-la a exercitar um estilo mais apoiador. (2) Se a pessoa está consciente de sua área mais fraca, ela pode melhorá-la. Mas é duvidoso que ela possa modificar o seu estilo dominante. Além disso, uma pontuação abaixo de cinco será muito difícil de modificar. (3) Os estilos comprovam a necessidade de um trabalho em equipe na organização, assim como Paulo escreveu tão claramente aos cristãos de Corinto, em analogia ao corpo humano (1Co 12). (4) Um líder ideal é alguém que projete visão e uma direção de longo prazo para a organização. Nesse sentido, a melhor escolha pareceria ser uma pessoa de idéias. Na realidade, contudo, o tipo de líder de que uma organização precisa é determinado mais pela necessidade da organização num momento específico.

 

Existe um estilo ideal de liderança? Pessoalmente, entendo que a liderança é grandemente determinada pelo contexto e, inevitavelmente, pela cultura. A situação tem mais a ver com o momento e o ambiente em que a liderança é exercida. A busca por um líder gerencial do Terceiro Mundo pode ser uma busca ilusória. A globalização fará dela algo ainda mais difícil, já que as empresas multinacionais tendem a operar no estilo gerencial e na cultura organizacional do escritório central. No entanto, o que fica claro é o equilíbrio entre os fatores de produção e de pessoas. Para os líderes cristãos, a liderança deverá ser espiritual, relacional e técnica.

 

 

 

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